Pular para o conteúdo
valents

SupoClip: alternativa open source ao OpusClip para cortes

Ferramenta de código aberto que transforma vídeos longos em clipes verticais para Reels, TikTok e Shorts.

Por Breno Valente· 4 min de leitura
SupoClip: alternativa open source ao OpusClip para cortes
Imagem: GitHub

O SupoClip é um projeto open source (AGPL-3.0) que escolhe os melhores trechos de um vídeo longo e gera clipes 9:16 com legenda e corte centrado no rosto. O software é grátis para rodar no seu computador, mas a configuração padrão usa chaves de API que podem ter custo.

O post fala de uma ferramenta open source que faria o mesmo que o OpusClip, de graça, mas não diz o nome. O projeto que se descreve assim no GitHub é o SupoClip, e o próprio repositório oficial se apresenta como uma alternativa open source ao OpusClip. Vale uma correção logo no início: o software é grátis, mas "de graça" não vale para tudo, como você vai ver abaixo.

O SupoClip recebe um vídeo longo, como um podcast, uma palestra ou a gravação de uma live, e usa um modelo de IA para escolher de 3 a 7 trechos com mais potencial. Cada trecho recebe notas de gancho, engajamento, valor e potencial de compartilhamento. Depois, o programa corta e renderiza clipes verticais 9:16, com enquadramento que acompanha o rosto de quem fala, legendas sincronizadas palavra por palavra e um título de gancho nos segundos iniciais.

Você pode usar links do YouTube, do Twitch e do Kick, ou enviar um arquivo seu. Transmissões ao vivo em andamento não são aceitas. Há ainda um editor para cortar, dividir e juntar clipes, exportação com modelos para TikTok, Reels e Shorts, e B-roll opcional com vídeos do Pexels. O README também cita publicação direta e agendamento nas suas contas, mas a página do serviço hospedado diz que o agendamento no TikTok e no Instagram ainda está como "em breve". Confirme o que funciona na sua versão antes de contar com isso.

A licença é a AGPL-3.0, que é uma licença de código aberto de verdade e permite usar, estudar e modificar o programa. Ela exige que quem oferecer uma versão modificada como serviço pela internet também abra o código dessas alterações. Para uso pessoal, no seu computador, isso quase nunca pesa. Se você pretende vender um serviço em cima dele, leia a licença com atenção.

Sobre custo, a ferramenta em si não cobra nada para rodar na sua máquina, e o repositório informa que a versão instalada por você não tem limite de uso nem marca d'água. O que costuma gerar custo são os serviços de IA que ela chama. O guia de instalação lista como obrigatórios uma chave da AssemblyAI, para transcrever o áudio, e uma chave de um provedor de modelo de linguagem (Google, OpenAI, Anthropic ou OpenRouter). Esses serviços podem cobrar por uso, e a documentação do SupoClip não informa preços, então consulte os sites deles.

Há um caminho sem chaves pagas. O arquivo de exemplo de configuração permite trocar a transcrição para o Whisper, que roda local e não precisa de chave, e usar um modelo local pelo Ollama no lugar de um provedor em nuvem. O preço disso é tempo e potência do computador: a documentação avisa que o Whisper em CPU é mais lento que uma API na nuvem, e vídeos longos demoram mais em máquinas modestas.

Placa de vídeo não é obrigatória. O modelo de configuração já vem com a opção de rodar só na CPU. Você precisa de Docker com Compose e do Git. Para começar, baixe o projeto com git clone https://github.com/FujiwaraChoki/supoclip.git, entre na pasta supoclip e copie o arquivo de exemplo com cp .env.example .env. Edite o .env com a chave da AssemblyAI, a variável LLM e a chave do provedor escolhido, e troque os segredos de exemplo por valores próprios.

Depois suba tudo com docker compose up -d --build (o README usa a grafia docker-compose up -d). A primeira instalação baixa dependências e pode levar de 5 a 10 minutos. Quando terminar, abra http://localhost:3107, crie uma conta local, cole o link de um vídeo curto para testar e acompanhe o progresso na tela. Se algo falhar, o comando docker compose logs -f mostra o que está acontecendo.

Os limites que a documentação mostra: o padrão aceita vídeos de até 90 minutos e uploads de até 4 GB, e é possível mudar esses valores. Em Mac com chip Apple, o Docker roda a imagem em emulação e não usa a GPU do Mac, então o processamento tende a ser mais lento. Ainda há trabalho manual de manutenção, como aplicar migrações do banco por conta própria, e o arquivo do Docker traz uma senha de banco fixa que precisa ser trocada antes de expor o programa na internet. O SupoClip também tem uma versão hospedada paga, para quem não quer cuidar de servidor.

Sobre a comparação com o OpusClip: o projeto não publica um comparativo de qualidade, e este texto não afirma que os clipes saem iguais ou melhores. O que se confirma é a lista de recursos do repositório e as vantagens que ele mesmo declara, que são rodar sem limite por plano e sem marca d'água. Em troca, você assume a instalação, a manutenção e a escolha dos serviços de IA. Teste com um vídeo seu antes de trocar de ferramenta.

Fontes

Gostou? Receba o resumo da semana

O que você quer receber

Leia também

Ver tudo →