Lista com mais de 2.000 APIs grátis: como achar e usar
O repositório public-apis reúne APIs gratuitas por categoria, mas "ilimitado" não é bem assim.

O public-apis é uma lista aberta no GitHub com mais de 2.000 APIs grátis, organizadas em cerca de 50 categorias. Quase todas têm limites, e perto de metade pede chave de acesso, então vale saber escolher e testar antes de usar.
O post fala de uma lista pronta com mais de 2.000 APIs de graça. Ela existe e se chama public-apis, um repositório aberto no GitHub com a descrição "A collective list of free APIs" (uma lista coletiva de APIs gratuitas). Uma API é um endereço na internet que devolve dados quando você faz um pedido: o clima de uma cidade, o endereço de um CEP, a cotação de uma moeda. O repositório não hospeda nada disso: ele só reúne os links, com uma tabela por assunto.
A conta do post bate. Na versão atual do README há mais de 2.200 entradas de APIs, espalhadas em cerca de 50 categorias, como animais, finanças, clima, livros, governo, jogos e saúde. O repositório usa a licença MIT, mas ela vale só para a lista. Cada API listada tem seus próprios termos, e é neles que você deve prestar atenção.
Agora o exagero do post: usar de forma ilimitada. Isso não se confirma. O próprio guia de contribuição do repositório pede que a API tenha acesso totalmente gratuito ou, no mínimo, um plano grátis. Ou seja, muitas só oferecem um nível grátis, com cota. Na lista, cerca de 1.090 entradas dizem não exigir autenticação, cerca de 1.000 pedem uma chave (apiKey) e cerca de 150 usam OAuth. Sem chave não significa sem limite.
Para achar uma API, abra o README do repositório e use o índice no topo para ir à categoria que você quer. Cada linha traz o nome com link para a documentação, uma descrição e quatro dados: Auth (se precisa de chave ou login), HTTPS (se a conexão é segura) e CORS (se dá para chamar direto de um site no navegador). Os mesmos dados também aparecem num site com busca, o publicapis.lol, que o README indica. Ali dá para filtrar, por exemplo, só as APIs sem chave.
Para escolher, comece pela coluna Auth. Se você quer testar rápido, escolha as marcadas com No: dá para chamar no navegador ou no terminal sem cadastro. Depois leia a documentação oficial da API no link da lista: veja a cota, se o uso comercial é permitido e se a API ainda funciona. Prefira as que têm HTTPS. Se vai chamar direto de uma página web, confira também se o CORS está como Yes; caso contrário, chame pelo seu servidor.
Um exemplo que eu testei: o ViaCEP, que está na lista, na categoria Geocoding, e não pede chave. Basta abrir o endereço https://viacep.com.br/ws/01001000/json/ no navegador, ou rodar no terminal: curl https://viacep.com.br/ws/01001000/json/. A resposta veio com código 200 e os dados da Praça da Sé: logradouro, bairro, cidade São Paulo, estado SP e o código do IBGE. O formato é /ws/{CEP}/json/, com o CEP em 8 dígitos. CEP com tamanho errado devolve erro 400, e um CEP que não existe devolve {"erro": "true"}, então valide antes de chamar.
Esse mesmo exemplo mostra o problema do "ilimitado". A página do ViaCEP não informa uma cota em números, mas avisa que o uso em massa, como validar uma base de dados inteira, pode bloquear o seu acesso por tempo indeterminado. Outro caso: a Open-Meteo, de previsão do tempo, também está na lista e não pede chave, mas o plano grátis tem limites claros de 600 chamadas por minuto, 5.000 por hora, 10.000 por dia e 300.000 por mês, e só vale para uso não comercial. Site com anúncio ou assinatura conta como comercial.
Alguns cuidados antes de colocar uma API em um projeto de verdade. Leia os termos de cada uma: uso comercial, atribuição (citar a fonte) e redistribuição de dados costumam ter regras. Nunca coloque chaves de API no código que vai para o navegador nem no GitHub. Guarde-as em variáveis de ambiente, no servidor. Guarde as respostas em cache para não repetir pedidos iguais. E tenha um plano B, porque são serviços de terceiros e podem mudar, ficar fora do ar ou deixar de ser grátis.
Resumindo: o public-apis é um ótimo ponto de partida para achar uma API grátis sem sair procurando no Google. Só não trate como ilimitado nem como garantia. Filtre pela coluna Auth, teste uma chamada simples, leia os limites e os termos na documentação oficial, e só então construa em cima. Para projetos pessoais e protótipos, serve muito bem. Para um produto com clientes, confirme se o plano grátis permite uso comercial.
Fontes
Gostou? Receba o resumo da semana
Leia também

Como conectar Supabase e Vercel ao Claude Code sem se arriscar
O Claude Code funciona sem plugins, mas Supabase e Vercel dão a ele acesso ao seu banco de dados e ao seu deploy. Veja os comandos exatos, o que cada conexão permite e como limitar o estrago: projeto de teste, modo somente leitura e confirmação manual.

Animação de scroll em CSS puro e como usar prompts do MotionSites
O MotionSites é uma biblioteca paga de prompts para sites animados, feita para colar em ferramentas como Claude, Cursor, Lovable e Bolt. Este tutorial mostra o que o site oficial confirma e ensina a técnica por trás: animações guiadas pelo scroll em CSS.

Skills de Matt Pocock no Claude Code: do plano ao código
Matt Pocock publicou no GitHub, com licença MIT, as skills de engenharia que usa no dia a dia com agentes como o Claude Code. Veja o que existe de verdade, como instalar e um fluxo completo do plano ao pull request.